O que sai na mídia sobre aprendizado digital

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domingo, 15 de julho de 2007

Projetos escolares feitos com o laptop OLPC

Professora da Escola Luciana de Abreu, de Porto Aleghre, RS, Brasil, fala sobre projetos pedagógicos desenvolvidos com o laptop XO do Projeto OLPC. Neste vídeo, a professora fala sobre a pesquisa na internet para a sala de aula.

Professora fala sobre experiências com laptop OLPC

Professores da Escola Luciana de Abreu, de Porto Alegre, RS, Brasil, falam sobre como está sendo aplicado em aula o projeto UCA (Um Computador por Aluno )/OLPC (One Laptop per Child). Neste trecho, a conversa rolou sobre regras de uso e metodologia aplicada no projeto.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Matéria na revista Exame sobre laptop das crianças

Revista Exame fala sobre o projeto Um Computador por Aluno.

Engraçado a avaliação do jornalista. Ele diz que o XO "tem capacidade de processamento limitada". O que significaria isto? Limitada a quê? Ele tem desempenho aproximado ao do meu laptop Toshiba 2550 e ao meu AMD K6-2, que ainda estão em uso aqui em casa.

Toshiba 2550: Celeron 600 MHz, 192MiB de RAM, 980 bogomips.
AMD: processador K6-2 500MHz, 192MiB de RAM, 1090 bogomips.

O bogomips é uma medida do "laço vazio" do processador (o processador repetindo "nada"), usada para calibragem do Linux. Não mede o desempenho geral de um computador, mas serve para termos uma idéia aproximada do processamento. O antigo Geode GX do laptop XO faz 731 bogomips a 364 MHz. O novo Geode LX, com 433MHz, deve chegar a 860 bogomips, quase o desempenho do meu velho laptop de 2001. Para isto, gasta 3 watts de energia -- o mesmo que um computador desktop desligado -- e não precisa de ventilação.

Isto é "limitado"? Essa é uma palavra que não significa nada. Parece papo daquels lojas que anunciam computadores "completos". Isto é marketing e anti-marketing, não jornalismo.

Mais além, a matéria diz que não será possível avaliar quando o projeto UCA custará aos cofres públicos.

Pô, era só ter pesquisado. Se os 60 milhões de envolvidos no ensino básico receberem seus laptops, o governo gastará R$ 5.321.782.371,97 por ano .

Se todos os brasileiros receberm um laptop (projeto fictício Um Computador Por Cidadão), o poder público gastará 16 bilhões de reais por ano, ou quatro reais por mês, por cabeça. E economizará outros bilhões em comunicação, agilização da burocracia, pesquisas e estatísticas, eleições etc.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Intel Classmate na experiência um-por-um

O mexicano Ricardo Carreon, em sua coluna, fala sobre as experiência com o Intel Classmate na Costa Rica , na escola elementar Fidel Ruiz, perto de San José. Embora Intel-biased (ele é executivo da empresa), o texto tem muitas informações positivas sobre o uso 1:1 (um computador por criança) mas não especifica se os alunos podem levar o equipamento para casa.

Gostei do microscópio USB... Minhas experiências com microscópios na infância foram muito frustrantes, porque não dava pra ver muito coisa. Eu queria ver hemácias, micróbios, talvez alguns átomos, mas só via fios de cabelo e escamas de borboleta. Será que estes eletrônicos melhoraram a microscopia escolar?

sábado, 10 de março de 2007

O laptop que pode salvar o mundo

Este laptop pode salvar o mundo? Com este título, o redator chefe da Época NEGÓCIOS, Fabio Altman, abre a reportagem sobre o projeto de educação One Laptop per Child, que o governo brasileiro vem estudando desde julho de 2005.
A dica é do Rodrigo Mesquita, no portal de relacionamentos Peabirus. Esta interessantíssima revista está parcialmente online, naquele sistema em Flash que dá pra "folhear", ampliar as matérias, e tal...

Pessoalmente, acho que responder afirmativamente ao título da matéria não seria um exagero. Não devemos subestimar pessoas e células neuronais quando são colocadas em rede. Imagine 60 milhões de pessoas. E o projeto UCA não significa um computador por aluno, mas um computador por família. Imagine então milhões de famílias.

É claaaaro que, maior parte do tempo, as maquininhas não terão utilidades estritamente escolares, curriculares, mas que diabos... socializações e diversões também são experiências de aprendizado.

Laptops das crianças em testes na Unicamp

Alerta de notícias do Google sobre: olpc

Unicamp avalia computadores portáteis educacionais
Cosmo Online - Campinas,SP,Brazil
Segundo Valente, os três modelos avaliados são OX (da organização não-governamental One Laptop Per Child/OLPC - Um laptop por criança, ...

OLPC: argentinos dão olé no Brasil

Talvez Maradona não seja melhor que Pelé, mas as movimentações dos argentinos em relação ao OLPC dão um banho de informação nos brasileiros.

No país dos negritos, o projeto UCA pareceu ter um bom início com o blog Pilotos do Projeto UCA , aparentemente não oficial (está no site gratuito Blogger, não no site do MEC). Mas o blog ficou restrito a uma agenda muito sem graça. Apenas há reuniões agendadas, e um resumo dos participantes. Justiça seja feita com o site do LEC (Ufrgs), bem completo na cobertura do UCA no Rio Grande do Sul.

Já os hermanos colocam notícias num portal oficial de Educação do governo argentino, e as novidades são divulgadas em forma de matérias completas, como nesta sobre os resultados de recente reunião do OLPC em Boston.

É vergonhoso que o país em que mais se usa internet, e que possivelmente fará maiores encomenda de laptops, esteja usando a rede de forma tão pobre nesta fase do projeto. Não seria o caso de colocarem assessores de imprensa no projeto UCA?

quarta-feira, 7 de março de 2007

Reportagem sobre UCA na Zero Hora, Brasil

O projeto Um Computador por Aluno, do governo brasileiro, é matéria do jornal Zero Hora de Porto Alegre, Brasil, de 2007-02-07, em capa e página interna do caderno ZH Digital. Em destaque, os modelos XO do OLPC, Classmate da Intel e Mobilis da Encore. Matérias de Vanessa Nunes, fotos de Genaro Joner.

As páginas em formato jpeg estão aqui:

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Rádio: três humanitaristas debatem OLPC

Debate em áudio online sobre o laptop das crianças (que o hype chama de podcast). Três dos principais nomes envolvidos em projetos educacionais conversam sobre o o laptop das crianças: Walter Bender, Ethan Zuckerman e Wayan Vota. Dá pra baixar, e a página Web tem excertos.

Experiências laptópicas 1 por 1

Comentário sobre o debate Bender-Vota-Zuckerman:
AndyZ Says:
February 23rd, 2007 at 11:10 am
As guests on the show explained, the OLPC computer presents exciting new opportunities as well as potential new challenges. There has been nothing quite like this before.
Nonetheless, experience with school laptop programs in the United States has taught us a number of things. For example, after a year or two of experience there is widespread support for these programs from students, teachers, parents, school administrators, and the public. That has been the case in Maine and in Henrico County, Virginia, sites of the biggest state and district laptop programs in the U.S., where there has also been continuing political support even after the initial "champions" of the program (such as Gov. Angus King in Maine) left office. We have also learned that it takes time, money, and effort for all involved to learn how to use laptops well to support learning in school.
Laptop programs in the U.S. continue to expand. For example, Pennsylvania has announced that all high school students will be provided with laptops.
Those interested in finding out more about schools' experiences with so-called one-to-one computing can find information at these Web sites:

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Quem tem medo do laptop da gurizada?

O que mais se encontra por aí na questão OLPC/UCA são professores e educadores temerosos e com dúvidas sobre a eficácia educativa do laptop das criaças.

Mas os únicos responsáveis pelo fracasso ou sucesso dessa experiência educativa serão os próprios professores. Não adianta ficar querendo que o governo ou o projeto OLPC faça isso ou aquilo, numa atitude paternalista.

O governo (ou os governos, já que serão vários países envolvidos) e o OLPC já fazem e farão a sua parte, que é prover a infra-estrutura e ferramentas para a comunicação e colaboração.

Os estudantes, se deixados sozinhos com a infra, saberão tirar o melhor partido para si e suas famílias, mesmo que não sejam atividades estritamente "educativas". O ser humano (e qualquer outro fenômeno da natureza) têm fome de comunicação, e precisam de comunicação para funcionar. Se comunicam naturalmente.

Mas se um dos objetivos, o do aprendizado, necessita de iniciativas, isso é com professores. Portanto, devemos deixar de exigir coisas dos governos e meter mãos à obra. Por exemplo, começar a estudar iniciativas um-por-um, pedagogia construtivista e construcionista (e mesmo instrucionista). Depois, começar a brincar com as ferramentas que já estão disponíveis (Squeak, por exemplo). E por aí vai...

Os governos e expertos estão fazendo sua parte. E nós, estamos fazendo o quê?

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Outro indiano no páreo do PC barato

Diário da Manhã, de Goiânia, fala sobre outro projeto indiano de computador barato. O trabalho foi baseado inteiramente na matéria de Newsweek, mas contém alguns erros que não aparecem no original.